Abaixo
assinado em prol do Parque Estadual da Serra
do Tabuleiro.
É
inquestionável a relevância do
Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Sua extensão
abrange 9 municípios e atinge quase 1%
do território catarinense. Sua representatividade
ecológica se deve ao fato de reunir 5
dos 6
ecossistemas do Bioma Mata Atlântica presentes
em nosso estado. Seu papel na socioeconomia
local/regional se deve tanto ao fato de conter
os principais
mananciais de abastecimento público da
Grande Florianópolis quanto pelo
potencial em termos de pesquisa, educação
ambiental, turismo, etc. Por fim,
sua relevância global, dentre outros aspectos,
reside no fato de ser
um "celeiro" de biodiversidade e zona
núcleo da Reserva da Biosfera.
Como
senão bastassem os históricos
problemas decorrentes do processo de
implantação, que se arrastam por
mais de três décadas, o Projeto
de Lei PL
347.3/08, que cria o Mosaico de Unidades de
Conservação do Parque da Serra
do Tabuleiro, encaminhado à ALESC pelo
Executivo Estadual em 11/11/08,
constitui-se num disparate sem proporções.
Primeiro, porque desconsidera, ou
melhor, "atropela" tudo o que estava
sendo construído de forma
interinstitucional (Fatma, Alesc, MP/SC, Prefeituras
e Câmaras Municipais,
FEEC, Amopram, outras organizações
da sociedade civil, comunidades),
democrática e participativa, através
do Fórum Parlamentar do Parque Estadual
da Serra do Tabuleiro (criado em abril de 2006).
Jogando pela janela o
montante de recursos públicos (convênio
internacional com Kfw) investidos em
consultorias, levantamentos, estudos, etc.
Segundo
porque contém sérias incoerências
técnicas e jurídicas: cria,
contrariando dispositivos da Lei do SNUC, três
Áreas de Proteção Ambiental
(APA) que abrangem zonas do Parque sem ocupação
humana; interfere na
atribuição dos municípios
de Palhoça, Paulo Lopes e Garopaba de
regulamentar o ordenamento territorial e a política
urbana, ignorando procedimentos do Estatuto
da Cidade; atende a interesses muito específicos
e favorece de forma escancarada a especulação
imobiliária e a elitização
da orla, etc.
Terceiro,
porque o referido PL tramita em regime de urgência,
impossibilitando uma análise mais aprofundada
da matéria e sua discussão com
os segmentos da sociedade direta ou indiretamente
afetados pela
problemática. Apesar da Comissão
de Turismo e Meio Ambiente ter assumido
posição contrária a tudo
isto, solicitando, inclusive, a retirada da
matéria, as outras comissões (Justiça,
Finanças e Agricultura) se reúnem
no
próximo dia 16/12 (terça feira),
pela manhã, para votação
conjunta do PL
347/08. Aliás, se depender da base governista
o mesmo será aprovado em
Plenário ainda este ano.
Em
face destas considerações, uma
das maneiras da sociedade se manifestar contra
é: passando a mensagem adiante, acionando
a mídia local/regional, encaminhando
mensagens aos nossos deputados, subscrevendo
o abaixo assinado virtual que consta no seguinte
endereço eletrônico:
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3184
Fonte:
texto encaminhado por Luiz Otávio Cabral.