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07/08/08
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PCHs no Rio Cubatão Sul.

 

O municipio de Santo Amaro da Imperatriz é conhecido como “Paraíso das Águas” e “Capital estadual das águas termais”, tendo como fortes potencialidades econômicas a prática de esportes de aventura como rafting, artesanato, hotéis, restaurantes e comércio em geral.
Atualmente o projeto para construção de 6 (seis) pequenas centrais hidrelétricas (PCH) no Rio Cubatão Sul, localizado neste municipio e em Águas Mornas, região metropolitana de Florianópolis (SC), está gerando polêmica nos mais diversos setores da sociedade.
No dia 01 de julho/2008, entrou em vigor a Lei nº 1.898 de 30 de junho de 2008, a qual dispõe “Sobre a proibição da expedição de alvará de licença e funcionamento”, a qual pode ser acessada na integra no documento em anexo.
No dia 22 de julho/2008, o Ministério Público do Estado de Santa Catarina, através da Recomendação 07/2008, recomendou a FATMA que deve-se considerar uma visão sistêmica da bacia hidrográfica nos estudos sobre emprendimentos hidrelétricos; que nas novas Licenças Prévias, de Instalação e de Operação, esse seja um requisito observado; assim como considera ser necessidade urgente a suspensão das consessões do direito do uso de exploração de energia no território catarinense, até a realização dos estudos integrados das bacias hidrográficas correspondentes.
No dia 23 de julho/2008, foi realizada audiência pública no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Amaro da Imperatriz, no qual a Federação das Entidades Ecologistas Catarinense, se manifestou publicamente em favor da suspensão dos procedimentos licenciatórios enquanto não houver estudo técnico que ateste a viabilidade ambiental da proposta considerando o impacto global de todos os empreendimentos em conjunto sobre toda a bacia hidrográfica do Rio Cubatão.
A questão remete o debate para o modelo energético a ser escolhido para atender a sociedade catarinense e o sistema elétrico nacional. Não tem sido considerado adequadamente no modelo proposto pelo Estado de Santa Catarina outras formas alternativas de geração de energia elétrica, como eólica e solar. Por certo, o modelo com base em hidroelétricas tem significativas vantagens no que tange a geração de energia, por se tratar de uma geração “limpa”, porém os impactos de implementação sobre os rios e a biodiversidade são bastante representativos. A FEEC acredita em alternativas de menor impacto global, mas é necessário fortalecer este debate com o objetivo de esclarecer a população, governos e empresas sobre a construção de um modelo mais harmonioso, que atenda a demanda da sociedade sem comprometer as demais espécies que coexistem com o homem no planeta.
Através do link http://www.riosvivos.org.br/canal.php?canal=16&mat_id=12303, é possível acessar um abaixo assinado, fomentado pela comunidade local em manifestação contrária a criação dessas PCH’s.



 

 

 

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