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 [15/12/05 ]
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A Mata Atlântica na Mira da BUNGE

A mesma Bunge que vem desmatando o cerrado para obter lenha, esta atraves da EFC reativando uma mina de potassio em Anitapolis (SC), situada no alto Rio dos Pinheiros.
Segundo Jorge L.B. Albuquerque da Associação Montanha Viva, a reativação da mineração nessa região pode comprometer seriamente todo o ecossistema local.. O Rio dos Pinheiros esta situado em uma garganta nos sopes da Serra Geral, um dos HotSpot em termos de diversidade de espécies de aves de rapina que, até pouco tempo, eram consideradas ameaçadas nacionalmente. Em termos estaduais, o gavião-real (Harpya harpija), Morphnus guyanensis, Spizaetus ornatus, Leucopternis polionotus, Leucopternis lacernulatus são ameaçados e ocorrem nas encostas que serão mineradas. O Projeto Gaviões de Penacho, executado pela Associação Montanha Viva, registrou ao longo de 2 anos 27 espécies de aves de rapina diurnas, excluidas os urubus na regiao do Alto Rio Canoas - situado no alto da Serra Geral em Urubici. A região ainda abriga setores com canela-preta (Ocotea catharinensis), outra espécie arbórea ameaçada de extinção. No aspecto social, um grande exodo rural foi motivado pela instalacao da mina de potássio e a consequente desapropriação dos moradores.

Veja a matéria veiculada em maio de 2005:
Megaprojeto é apresentado ao Conselho de Desenvolvimento Regional

O governador Luiz Henrique disse, sexta-feira (13), em Anitápolis, que esse município e toda a região serão extremamente beneficiados com o megaprojeto que vai ser brevemente ali implantado. A declaração foi feita aos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis que se reuniram no salão paroquial do município para conhecer o projeto da Indústria de Fosfatados Catarinense Ltda. (IFC), prevendo a instalação de uma fábrica de fertilizantes. Participaram também do evento o secretário regional da Grande Florianópolis, Valter José Galina, o prefeito de Anitápolis, Saulo Weiss, representantes da IFC e outras autoridades.

O prazo de implantação do projeto em Anitápolis - cujo início será ainda determinado pela IFC, mas com indicativo para 2006 - é de 40 meses. Serão gerados 700 empregos diretos e 2 mil indiretos, o que irá alavancar a economia de Anitápolis e municípios vizinhos. Para viabilizar o empreendimento, estão previstos um investimento de 115 milhões de dólares pela sociedade de empresas e melhorias na infra-estrutura local pelo Governo do Estado.

O Governo irá participar por intermédio da SDR da Grande Florianópolis, realizando melhorias na rodovia SC-407, que deve ser redimensionada, e incrementando o fornecimento de energia elétrica. As áreas de educação, habitação, transporte, comunicação, saúde e segurança também deverão ser adequadas ao novo fluxo. O secretário regional, Valter Galina, disse saber "da importância do projeto para o desenvolvimento de toda a região" e assegurou que a SDR "acompanhará de perto todas as ações necessárias, assim como o cumprimento das exigências ambientais para sua implantação".

Galina acrescentou que o fato marca também os dois anos de criação da SDR, "que vem atuando no sentido de promover, cada vez mais, o desenvolvimento da Grande Florianópolis". O administrador Moacir Gardin teve seu nome aprovado pelo Conselho para ser o responsável pela coordenação das ações do Governo na viabilização do Projeto Anitápolis, mediante gerenciamento da SDR.

Segundo o vice-presidente administrativo-financeiro da Bunge Fertilizantes, Rogério Calderón Peres, o empreendimento será um marco decisivo na geração de trabalho e renda. A Bunge Fertilizantes e a Adubos Trevo formam a IFC, criada em 1980 com o objetivo de implantar o Projeto Anitápolis, aproveitando a jazida de fósforo da localidade de Rio dos Pinheiros. O fósforo é matéria-prima para a elaboração do superfosfato simples, necessário na composição dos ferilizantes NPK. Já na época da criação da IFC foram investidos 20 milhões de dólares (valores históricos) para a construção dos platôs, preservados até hoje. Os investimentos das empresas Bunge e Trevo foram redirecionados por decisões de mercado, e a retomada do projeto foi assunto da viagem do governador Luiz Henrique a Nova York, no primeiro semestre de 2004.

Fonte: Secretaria de Estado de Comunicação

A Noticia em 20/03/2005

 

 

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