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Mata Atlântica na Mira da BUNGE
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mesma Bunge que vem desmatando o cerrado para obter
lenha, esta atraves da EFC reativando uma mina de
potassio em Anitapolis (SC), situada no alto Rio dos
Pinheiros.
Segundo Jorge L.B. Albuquerque da Associação
Montanha Viva, a reativação da mineração
nessa região pode comprometer seriamente todo
o ecossistema local.. O Rio dos Pinheiros esta situado
em uma garganta nos sopes da Serra Geral, um dos HotSpot
em termos de diversidade de espécies de aves
de rapina que, até pouco tempo, eram consideradas
ameaçadas nacionalmente. Em termos estaduais,
o gavião-real (Harpya harpija), Morphnus guyanensis,
Spizaetus ornatus, Leucopternis polionotus, Leucopternis
lacernulatus são ameaçados e ocorrem
nas encostas que serão mineradas. O Projeto
Gaviões de Penacho, executado pela Associação
Montanha Viva, registrou ao longo de 2 anos 27 espécies
de aves de rapina diurnas, excluidas os urubus na
regiao do Alto Rio Canoas - situado no alto da Serra
Geral em Urubici. A região ainda abriga setores
com canela-preta (Ocotea catharinensis), outra espécie
arbórea ameaçada de extinção.
No aspecto social, um grande exodo rural foi motivado
pela instalacao da mina de potássio e a consequente
desapropriação dos moradores.
Veja
a matéria veiculada em maio de 2005:
Megaprojeto é apresentado ao Conselho de Desenvolvimento
Regional
O governador Luiz Henrique disse, sexta-feira (13),
em Anitápolis, que esse município e
toda a região serão extremamente beneficiados
com o megaprojeto que vai ser brevemente ali implantado.
A declaração foi feita aos integrantes
do Conselho de Desenvolvimento Regional da Grande
Florianópolis que se reuniram no salão
paroquial do município para conhecer o projeto
da Indústria de Fosfatados Catarinense Ltda.
(IFC), prevendo a instalação de uma
fábrica de fertilizantes. Participaram também
do evento o secretário regional da Grande Florianópolis,
Valter José Galina, o prefeito de Anitápolis,
Saulo Weiss, representantes da IFC e outras autoridades.
O prazo de implantação do projeto em
Anitápolis - cujo início será
ainda determinado pela IFC, mas com indicativo para
2006 - é de 40 meses. Serão gerados
700 empregos diretos e 2 mil indiretos, o que irá
alavancar a economia de Anitápolis e municípios
vizinhos. Para viabilizar o empreendimento, estão
previstos um investimento de 115 milhões de
dólares pela sociedade de empresas e melhorias
na infra-estrutura local pelo Governo do Estado.
O Governo irá participar por intermédio
da SDR da Grande Florianópolis, realizando
melhorias na rodovia SC-407, que deve ser redimensionada,
e incrementando o fornecimento de energia elétrica.
As áreas de educação, habitação,
transporte, comunicação, saúde
e segurança também deverão ser
adequadas ao novo fluxo. O secretário regional,
Valter Galina, disse saber "da importância
do projeto para o desenvolvimento de toda a região"
e assegurou que a SDR "acompanhará de
perto todas as ações necessárias,
assim como o cumprimento das exigências ambientais
para sua implantação".
Galina acrescentou que o fato marca também
os dois anos de criação da SDR, "que
vem atuando no sentido de promover, cada vez mais,
o desenvolvimento da Grande Florianópolis".
O administrador Moacir Gardin teve seu nome aprovado
pelo Conselho para ser o responsável pela coordenação
das ações do Governo na viabilização
do Projeto Anitápolis, mediante gerenciamento
da SDR.
Segundo
o vice-presidente administrativo-financeiro da Bunge
Fertilizantes, Rogério Calderón Peres,
o empreendimento será um marco decisivo na
geração de trabalho e renda. A Bunge
Fertilizantes e a Adubos Trevo formam a IFC, criada
em 1980 com o objetivo de implantar o Projeto Anitápolis,
aproveitando a jazida de fósforo da localidade
de Rio dos Pinheiros. O fósforo é matéria-prima
para a elaboração do superfosfato simples,
necessário na composição dos
ferilizantes NPK. Já na época da criação
da IFC foram investidos 20 milhões de dólares
(valores históricos) para a construção
dos platôs, preservados até hoje. Os
investimentos das empresas Bunge e Trevo foram redirecionados
por decisões de mercado, e a retomada do projeto
foi assunto da viagem do governador Luiz Henrique
a Nova York, no primeiro semestre de 2004.
Fonte: Secretaria de Estado de Comunicação
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Noticia em 20/03/2005
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